Hotéis Deville

VOCÊ EM ALTA

CARREIRA · 24.02.11 07:30

A constante movimentação do mercado planta uma série de dúvidas na cabeça dos profissionais por aí  afora. Jovens que estão em fase de escolha de suas profissões ou profissionais já presentes no mercado, mas que não sabem ao certo o futuro de suas profissões, baseiam suas decisões nas especulações do mercado. E as últimas têm sido muito promissoras: nos próximos anos teremos tantas oportunidades, que faltarão profissionais para suprir as demandas. Será que nos tornaremos a quinta potência?

Profissionais do mais diversos níveis hierárquicos e segmentos me perguntam diariamente qual é a previsão deste movimento e quais profissões se destacarão nos próximos meses ou anos. É claro que há estimativas sobre isso e, de fato, dependendo do movimento que o mercado faz, umas profissões sobem e outras descem, assim como os setores também sofrem com o sobe e desce da economia.

Porém, o que me preocupa nesta questão são os profissionais que não querem obter essas informações apenas para adequar seus trabalhos e estratégias, mas sim aqueles que mudam completamente de visão e, às vezes, de profissão, tomados pelas estimativas externas. Mais ainda, jovens que não sabem que faculdade cursar e que baseados em informações do mercado escolhem suas profissões como se escolhessem uma roupa nova que está na moda.

Carreira é coisa séria e seguir modismos tende a ser perigoso se isso não for, de fato, algo com que você se identifica. O que está em alta hoje, pode não estar em alta daqui a cinco anos. Já imaginou o prejuízo que isso poderia dar? E não falo apenas do prejuízo financeiro, mas sim todo o tempo que se perde estudando algo que não fará diferença lá na frente. Até mesmo porque a tendência é que haja uma saturação de profissionais em busca da mesma coisa numa determinada época, causando um excesso de profissionais especializados nas mesmas coisas, além das necessidades do mercado.

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Saber quais profissões estão em alta é de extrema importância. Mas é preciso entender o mercado para identificar o que continuará sendo tendência, e o que entrará em saturação num curto espaço de tempo. Não é uma tarefa fácil, mas um profissional que se preze entende o mercado de trabalho e norteia suas decisões com base no que acontece à sua volta.

O ponto onde quero chegar é que não basta saber o que está em alta ou não. É preciso pensar estrategicamente e saber adequar o momento às reais necessidades do meio em que se trabalha. Desta forma, o profissional se projetará alicerçado pelo que o mercado tem mostrado a ele.  Possuir informações não é o mais fundamental e sim saber adequá-las à sua realidade. Afinal, não é a profissão que deve estar em alta, mas  você.

Bernt Entschev é Headhunter e Presidente da De Bernt Entschev Human Capital. Há 25 anos na área de executive search, é colunista da Gazeta do Povo, Correio do Povo e do La Nación, além de comentarista de Recursos Humanos do telejornal Bom dia Paraná (RPC/Globo) e das Rádios CNB e 91 Rock.

MODA ESCRITÓRIO

CARREIRA · 27.01.11 06:31

Enfrente o verão sem perder a classe – dicas de roupas de verão elegantes para homens e mulheres


O calor lá fora sinaliza: hora de mudar o figurino de trabalho. Ambientes mais formais exigem maior cuidado, mas a roupa de trabalho deve estar sempre adequada com a imagem que você deseja passar em qualquer lugar.

A consultora de Recursos Humanos Silvia Rocha dá a dica para todos os ambientes.

"A roupa com que você se apresenta é parte do seu marketing pessoal. Ao escolher um figurino de trabalho, pense na imagem que você quer passar aos seus chefes e colegas".

Para as mulheres, o vestuário precisa ser discreto : cortes retos, saias na altura dos joelhos, calças mais sequinhas e camisas básicas garantem elegância. Para os homens, a aposta é nos tecidos e cores leves.

E mesmo para quem trabalha em ambientes mais informais, é preciso prestar atenção: a moda verão 2010 traz algumas tendências de roupas confortáveis e elegantes, que vão do jeans ao estilo safári.

Mulheres podem complementar o visual com bons acessórios. Lenços leves, maxi bolsas, colares e cintos coloridos dão um ar totalmente novo à roupa que você usou na semana passada. Para os homens, o toque pessoal fica na combinação dos tecidos, como camisa pólo com bermuda de linho.

Roupas femininas Roupas masculinas

APROVEITE SUAS FÉRIAS

CARREIRA · 16.12.10 08:30

por Bernt Entschev

Final de ano é a época preferida da maioria dos profissionais para tirar dias merecidos de descanso. Não é por menos... é verão, alto astral, festas de fim de ano e uma série de outras questões que fazem com que essa seja a época mais atraente para fazer aquela viagem tão esperada. Todos nós, independente de qual posição ocupamos dentro de uma organização, precisamos tirar uns dias para descansar. Isso é fundamental para mantermos nossa saúde em dia. Aliás, corpo são, mente sã e vice-versa.

Por isso, planejar-se para uma viagem requer organização. Por exemplo: ao sair do escritório, é fundamental deixar alguém responsável por atividades desenvolvidas por você. Assim, não haverá preocupação durante os dias de folga se o trabalho tem sido feito e se os prazos têm sido cumpridos. Em casos de tomadas de decisão, se não houver alguém que possa fazer isso no seu lugar, o mais adequado é deixar seus contatos para alguém que fique responsável por te ligar, se necessário. Mas, isso precisa ficar claro para quem tiver essa responsabilidade: você só deverá ser “incomodado” em casos de extrema necessidade.

Por outro lado, quem tira férias precisa fazer sua parte e realmente relaxar. De nada adianta viajar para aquela praia maravilhosa do Nordeste e ficar pensando nos projetos que ficaram na empresa. Não recomendo ser displicente e deixar a empresa na mão. Pelo contrário! Sugiro que o que pode ficar pronto, fique pronto antes da viagem. Já o que precisa ser acompanhado deve ficar sob a responsabilidade de outra pessoa, como citei anteriormente. O que não pode acontecer é o profissional ficar se preocupando o tempo inteiro com as questões do escritório.

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Por fim, sugiro que a escolha do seu destino seja feita com carinho. Tirar férias para ficar em casa acaba fazendo com que você não se desligue completamente, já que outras rotinas seguirão normalmente. É preciso se dar o direito de sair da cidade por, pelo menos, um fim de semana. Isso é uma questão de qualidade de vida e não adianta nada trabalhar o ano inteiro e não se dar esse direito. Pense nisso e boa viagem!

Bernt Entschev é Headhunter e Presidente da De Bernt Entschev Human Capital. Há 25 anos na área de executive search, é colunista da Gazeta do Povo, Correio do Povo e do La Nación, além de comentarista de Recursos Humanos do telejornal Bom dia Paraná (RPC/Globo) e das Rádios CNB e 91 Rock.

TRABALHAR EM CASA

CARREIRA · 16.11.10 12:01

Transferir o escritório para dentro de casa está sendo cada vez mais comum em todos os cantos do mundo. Com a ajuda da tecnologia é possível fazer e oferecer serviços sem ter que montar uma sede ou endereço comercial. Para algumas empresas e profissionais autônomos esta já é uma realidade.

As vantagens são muitas, mas o que mais chama a atenção é a possibilidade de reduzir custos. Um escritório comercial implica em gastos com reforma, manutenção, aluguel, mobiliário, luz, água, telefone, material de escritório, secretária, segurança, etc. Com um escritório em casa esta economia (sem contar o transporte e alimentação já que as refeições podem ser feitas em casa) pode significar dinheiro indo direto para o próprio bolso.

Poder realizar as atividades nos horários desejados também é outra vantagem. Desde que o trabalho seja entregue no prazo prometido o profissional tem a chance de seguir o próprio ritmo, com flexibilidade.

Mas como tudo sempre tem dois lados, existem também as desvantagens. Em casa a dispersão e a desorganização podem ser bem maiores, pois tem os filhos, a esposa, o marido, o telefone e a campainha que tocam e atrapalham a concentração. O resultado acaba sendo trabalho até mais tarde, menor rendimento e qualidade na execução das tarefas.

A solidão também pode ser um problema. Em escritórios e empresas é possível trocar experiências, conhecer pessoas e entrar em contato com idéias diferentes. Isso facilita novas amizades, novos negócios e crescimento profissional. Em casa o profissional corre o risco de se tornar cada vez mais fechado em seu mundo, dificultando o aprendizado e a própria colocação no mercado de trabalho.

Trabalhar em casa pode ser bem interessante, mas exige esforço grande para manter o profissionalismo. É preciso criar método e disciplina. O local deve estar arrumado, limpo, as ligações devem ser atendidas com educação e não é possível falar com um cliente se o filho está chorando ao lado do telefone. Estes detalhes podem causar a impressão de desleixo ou incapacidade de realizar um bom serviço.

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Trabalhar de pijama nem pensar! É fundamental criar uma rotina e estipular metas a serem alcançadas. Confundir trabalho em casa com férias ou boa vida é um dos grandes erros cometidos. Sem disciplina o próprio profissional pode ficar desestimulado, desmotivado, colocando em risco a própria carreira.

Se você está em dúvida sobre montar seu Home Office é importante analisar estes aspectos e refletir se este estilo de trabalho é adequado a sua profissão e a sua personalidade.

EMPREGO FIXO OU FREELA?

CARREIRA · 21.10.10 14:45

Final do ano é a época ideal para quem busca oportunidades temporárias de trabalho

 

Carteira de TrabalhoCom a proximidade do final do ano, muitas empresas começam a contratar mão-de-obra temporária para atender o aumento na demanda de comércio e serviços. Uma excelente oportunidade para quem está sem trabalho e quer passar um tempo experimentando atividades na sua área. É o caso das operadoras de turismo: aumenta a procura por pacotes de viagem entre os meses de novembro e fevereiro.

Cada vez mais pessoas abrem mão da segurança e dos benefícios de um contrato fixo de trabalho para se aventurarem no universo do chamado "freela". Mas apesar desta modalidade de trabalho estar crescendo, ela também tem suas vantagens e desvantagens. Quer saber mais?

Vantagens:

- Flexibilidade: como é um profissional contratado apenas para realizar certas tarefas, ele pode negociar melhor os horários de trabalho.

- Contatos: passar um tempo trabalhando numa empresa permite ampliar o networking. A dica é aproveitar o momento para conhecer gente e empresas que podem abrir outras portas no futuro.

- Aumento da renda: o freelance pode pegar vários trabalhos ao mesmo tempo, cobrando diferentes valores para cada um deles. No final isto pode representar uma conta polpuda.

Desvantagens:

- Esforço X retorno: para que consegir se sobressair no mercado, ter contato com boas oportunidades, alcançar uma quantidade de trabalho que possa gerar a tranqüilidade financeira é preciso "ralar" bastante.

- Perda de benefícios: enquanto o profissional contratado pode levar sua vidinha mais tranqüila, o freela não pode viver com a mesma segurança. É preciso abrir mão das facilidades que uma carteira assinada pode gerar incluindo plano de saúde, vale-alimentação, aposentadoria ou mesmo a facilidade na abertura de uma conta bancária com mais regalias.

- Estresse: a necessidade de se envolver com vários trabalhos ao mesmo tempo pode resultar em carga horária além da conta, cansaço, estresse.

Mas se por enquanto o assunto freela x emprego fixo possa parecer apenas uma questão de escolha é possível que no futuro os processos envolvendo as relações de trabalho tornem-se mais abertos e mais híbridos. Em muitas áreas tem gente que aumenta a renda trabalhando com horário fixo e fazendo freelas no tempo livre. E algumas empresas até preferem contratar freelas para determinados projetos.

Em uma economia em desenvolvimento acelerado todas as alternativas podem ser válidas. O ideal é avaliar qual delas serve mais para as suas expectativas.

CARREIRA EM TURISMO

CARREIRA · 23.09.10 15:12

Pensando em começar uma carreira na área de turismo? O segmento é promissor, veja dicas importantes para seguir na área

 

Dois milhões de postos de trabalho. Esta é a expectativa para o turismo brasileiro até 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil. E os números não param por aí. Segundo o Conselho Mundial de Turismo, o setor deverá movimentar no país cerca de US$ 140 bilhões até 2018.

Quem pensa em seguir carreira na área tem razão para ficar otimista. O turismo é um dos campos que mais crescem no mundo todo. Mas mesmo sendo promissor é preciso seguir alguns passos para garantir uma boa formação, desenvolver habilidades e conquistar espaço frente à concorrência.

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O domínio de idiomas, por exemplo, é fundamental. Inglês e espanhol são obrigatórios, mas outras línguas também podem somar pontos ao currículo. O profissional que conseguir dominar uma boa variedade de idiomas tem mais chance de abrir diferentes frentes de trabalho, além de ser mais valorizado no mercado.

Trabalhar com turismo também implica em estar atento aos acontecimentos mundiais e atualidades. O turismólogo precisa saber conversar e expressar opiniões além de enxergar novas possibilidades e projetos que permitam o desenvolvimento do setor nas diversas regiões, levando em conta os recursos naturais, as circunstâncias políticas, econômicas, sociais ou históricas.

Além da curiosidade e da postura antenada, uma boa dose de empreendedorismo, organização, e habilidade para lidar com números também são importantes para atuar na área.

Quer saber por onde começar? Confira as dicas do Check-in Deville:

- A carreira de turismo é nova e vem passando por muitas reformulações e adaptações. Procure uma instituição de ensino que tenha professores experientes na área. Isso vai permitir que sua formação esteja de acordo com as novas oportunidades.

- Não tenha dúvidas na hora de apostar em cursos de línguas. Eles serão o principal diferencial no seu currículo.

- A área de turismo é extremamente ampla. Estágios permitem que você conheça a diversidade da atuação profissional, facilitando o planejamento da carreira no futuro.

- Não escolha o turismo simplesmente por achar que poderá ficar viajando e conhecendo outros países. A carreira tem seu lado objetivo e é preciso batalhar para conseguir reconhecimento, satisfação profissional e financeira.

ONDE PROCURAR EMPREGO?

CARREIRA · 27.08.10 16:09

A busca não é simples, mas ir direto ao ponto pode encurtar caminhos

 

OfficeO mercado de trabalho cresce à mesma medida que a quantidade de profissionais formados e qualificados. A tarefa de encontrar uma boa posição não é das mais fáceis. Por onde começar? Como otimizar a busca sem perder tempo? Confira algumas dicas do Check-in Deville, que conversou com Paula Dely, psicóloga e consultora do Portal Educacional.

Buscar um emprego exige foco, contatos e determinação. São estes os três pilares que a psicóloga acredita serem necessários para encontrar uma vaga no competitivo mercado de hoje. Ela explica que o profissional precisa saber selecionar as oportunidades e dirigir a atenção somente para aquelas vagas que realmente tem relação com seus interesses e habilidades. "Não adianta enviar currículo para qualquer vaga disponível. Isso representa perda de tempo e desgaste desnecessário para o profissional e para os próprios recrutadores, além de não gerar os resultados esperados. As empresas procuram competências profissionais para os cargos ofertados e não tem interesse em contratar pessoas com outras qualificações."

Se enviar currículos para todos os tipos de cargos não é a melhor estratégia, qual seria? "O melhor a fazer é apostar na rede de contatos, mostrar a cara e saber onde buscar as oportunidades. O profissional pode e deve utilizar seu networking, enviando emails ou telefonando para anunciar que está a procura de novas possibilidades e que encontra-se disponível para um novo emprego".

Outro ponto fundamental é saber se expor no mercado, aceitar convites para os diversos eventos, participar de cursos e palestras de sua área. O mesmo deve acontecer nas redes sociais que hoje representam um caldeirão de oportunidades. Basta ficar atento aos blogs, páginas e perfis das próprias empresas e compartilhar ativamente das informações, explorando ao máximo as vantagens de estar na rede. "O profissional que marca presença tem mais chances de abrir caminho do que aquele que fica em casa deprimido, enviando currículos e esperando por uma possível resposta", ressalta a psicóloga.

E por falar em currículos, Paula Dely dá algumas dicas para usar o documento de forma eficaz:

- Enviar currículo via email não é a melhor opção. O ideal é levar diretamente na empresa e de preferência para os responsáveis pela contratação. Assim, já é possível aproveitar para criar novos contatos. Mas se o email for a única opção é preciso ser objetivo, colocando o cargo desejado no título, fazendo um texto de apresentação sucinto e anexando o currículo adaptado para a vaga em questão.

- Após distribuir os currículos não hesite em ligar para ter uma resposta. Muita gente perde oportunidades por medo de parecer insistente, mas basta um telefonema para reforçar o interesse e quem sabe ganhar um ponto a mais frente à concorrência.

- Utilizar as diversas ferramentas da web gera bons resultados. Sites de emprego pagos ou gratuitos realmente funcionam. O importante é utilizar somente os serviços de empresas sérias e já reconhecidas e se concentrar nas vagas que realmente se encaixem no perfil.

UM BOM CURRÍCULO: COMO FAZER

CARREIRA · 29.07.10 14:39

Se na semana passado o foco era conteúdo, nesta semana trazemos algumas dicas relacionadas à formatação de um bom currículo. Tudo bem, aparência não é tudo. Mas imagine que você vai selecionar candidatos para entrevistas apenas através dos currículos deles: o que vai chamar a sua atenção, um currículo organizado, caprichado e fácil de ler ou um confuso, com letras pequenas? Por isso, uma boa formatação é essencial.

Linguagem e formatação

A "estética" do currículo pode estar diretamente relacionada à área de trabalho. Um designer ou um publicitário, por exemplo, podem optar por fazer um arquivo em imagem, com mais cores. Porém, o "feijão-com-arroz" serve para todo mundo e diminui as chances de erro.

Tente colocar todas as informações essenciais em, no máximo, duas páginas. As folhas devem ser A4 brancas ou eco. Opte por fontes mais sérias e de fácil legibilidade, como Verdana, Arial ou Calibri, com tamanho 11 ou 12 e nas cores preta ou azul. Efeitos como o negrito e o itálico podem ser usados em títulos ou para dar destaque a alguma informação.

Quanto à linguagem, escreva de maneira formal, utilizando a terceira pessoa e evitando abreviaturas. Seja objetivo e, ao final, verifique a ortografia: erros de português e parágrafos confusos podem custar a vaga dos sonhos.

Não existe uma ordem certa para colocar as informações, mas quem entende do assunto tem recomendações. Natalia revela a dela: "Sugere-se começar pelos dados pessoais, seguir com as informações de escolaridade e cursos de aperfeiçoamento, na seqüência as experiências profissionais e finalizando com as observações como pretensão salarial e de função, descrição de competências e outras informações que você considere pertinente".

Uma última dica...

Seguir estas sugestões pode ajudá-lo a formular um currículo que funcione como um bom cartão de visitas. Mas Natalia tem uma última dica essencial para aqueles que estão buscando um novo emprego: "Finalizando, a dica mais importante é seja sincero na entrevista e em todo o processo seletivo. Não existe candidato perfeito, fale dos seus pontos fortes e pontos a melhorar, dessa forma terá mais chances de entrar numa função na qual possa se sentir satisfeito com as atividades que desempenha e a cultura da empresa.

 

Natalia Fantini

Psicóloga graduada na Universidade Positivo, graduanda em especialização de Gestão de Pessoas na FAE Centro Universitário. Analista de RH do Grupo Sip – Gestão de Pessoas nas atividades de recrutamento e seleção, avaliação psicológica e dinâmicas de grupo.

UM BOM CURRÍCULO: POR QUÊ FAZER

CARREIRA · 22.07.10 15:02

Dedicar um tempo à formulação de um bom currículo pode ser decisivo na hora de conseguir um emprego

 

Não são apenas as suas qualificações que vão te levar ao emprego certo. Nem somente o famoso "estar no lugar certo, na hora certa". Além de uma combinação destes fatores, é preciso dedicar um pouco de tempo para a formulação de um currículo completo e que chame a atenção de possíveis empregadores.

Segundo a psicóloga e analista de RH Natalia Fantini, o currículo pode ser o que determina se o candidato será ou não chamado para uma entrevista: "As chances de ser chamado para entrevista são bem maiores ao enviar um currículo completo e atualizado. Indica que o candidato teve um cuidado e dedicação ao escrever seu currículo e que está se empenhando na busca de um emprego".

Mas quais informações devem constar num currículo? E como formatá-lo corretamente? A Check-in Deville separou algumas dicas para você. Mas, antes, vale lembrar que não existe um modelo rígido de currículo e que cada escolha que você faz dá um toque mais pessoal ao seu currículo.

Os essenciais

"Algumas informações não podem faltar no currículo", diz Natalia. São elas que dão à empresa uma noção básica de quem você é e mostram por que você é (ou não) a pessoa que deve ocupar o cargo a ser preenchido. Elas são:

Dados pessoais: "É fundamental colocar o nome completo, data de nascimento, estado civil, endereço/bairro e contatos, como telefone e e-mail", enumera a psicóloga. Sobre os contatos, ela alerta: "Não é indicado colocar e-mail informal, se for necessário crie um email para questões profissionais". Escolaridade: é preciso colocar o nível de escolaridade, o nome do colégio ou universidade, assim como o nome do curso e o ano de conclusão (ou previsão de conclusão).Outros cursos e atividades: "É importante também colocar outros cursos realizados como idiomas, informática ou pertinentes à vaga a que está se candidatando", explica Natalia. Contar sobre sua carteira de motorista ou o trabalho voluntário que você realiza pode prender o interesse de quem avaliar o seu currículo. Experiências profissionais: não é necessário colocar todas, bastam as três últimas e qualquer outra que seja relevante para a vaga. Além do nome e do ramo da empresa, do cargo ocupado e das datas de entrada e saída, é importante descrever brevemente as funções desempenhadas.

Lembre-se de que sinceridade também é essencial ao descrever suas qualidades e competências.

Os opcionais e os dispensáveis

Alguns dados podem ser incluídos "a gosto", mas não são indispensáveis, como nacionalidade, quantidade de filhos para quem os tem e disponibilidade de horário. Não coloque documentos como RG e CPF pra evitar exposições.

Fotos são opcionais, embora haja quem as considere absolutamente dispensáveis. Caso você opte por anexar uma ao seu currículo, a psicóloga dá a dica: "Procure uma foto discreta e profissional; fotos em momentos informais ou acompanhado de mais pessoas não são apropriadas".

Na próxima, a Check-in Deville traz dicas de formatação para que você possa apresentar o seu currículo da melhor forma.

 

Natalia Fantini

Psicóloga graduada na Universidade Positivo, graduanda em especialização de Gestão de Pessoas na FAE Centro Universitário. Analista de RH do Grupo Sip – Gestão de Pessoas nas atividades de recrutamento e seleção, avaliação psicológica e dinâmicas de grupo.

USE SEU NETWORKING

CARREIRA · 18.05.10 18:01

A importância de criar uma rede e trabalhar nela

 

network.jpgEle poderia se perder em meio a tantos outros jargões do mundo dos negócios, porém o papel que desempenha é de vital importância para a carreira de muita gente. É o networking, que nada mais é do que o que a tradução sugere: "trabalhando na rede", ou seja, desenvolvendo e mantendo a rede de contatos. "O objetivo é abrir portas para que você possa ter abrangência com relação aos relacionamentos", esclarece a consultora de gestão de pessoas Renata Mazzei.

A história da própria consultora mostra como o networking pode beneficiar aqueles que sabem utilizá-lo. "Quando eu decidi parar de trabalhar, as pessoas foram bater na minha porta para eu voltar", revela. Ela também contou com sua rede de contatos quando se mudou para Curitiba e precisou procurar de cabeleireiro a médicos. "Se eu não tivesse networking, isso não teria acontecido ou seria muito mais difícil", diz.

Em teoria, o processo é simples: basta fazer um novo contato e estabelecer um relacionamento. Para isso, qualquer momento da vida serve, desde uma reunião de negócios até uma tarde no clube. Pais, parentes, colegas e amigos, assim como qualquer pessoa ao seu redor, são potenciais "fontes de contatos".

A prática, contudo, demanda um pouco mais de empenho, apesar de não ter uma metodologia ou um local para acontecer. Renata afirma que fazer um único contato não é networking e que a manutenção de um relacionamento com as diversas pessoas que conhecemos é a parte mais difícil e mais importante. "Você pode manter contato através de e-mail ou uma ligação no Natal", sugere a consultora. Não importa o método utilizado, alimentar esses relacionamentos é essencial para que a sua rede não seja facilmente rompida.

Networking não é "fazer média"

Para os que encaram essa prática com desconfiança, cabe esclarecer os fatos: networking não é fazer média com algum interesse secreto e não serve apenas para a vida profissional. Segundo Renata, nem sempre esses contatos são feitos com um objetivo claro, mas sempre existe a possibilidade de, algum dia, alguma daquelas pessoas te ajudar a abrir portas. Além disso, ela lembra o outro lado da questão: "Você pode acabar suprindo a necessidade de outra pessoa".

Vale também diferenciar o networking do relacionamento estratégico. "No relacionamento estratégico você sabe o que quer tirar daquele contato, além de ser mais formal e mais focado em um resultado imediato", explica Renata. O relacionamento estratégico é, portanto, mais ligado ao mundo profissional do que o networking. Mesmo assim, Renata alerta: "Aquele profissional que não estiver aberto para formar seu próprio networking vai sofrer a médio e longo prazo".

 

Renata Mazzei é consultora da área de Gestão de Pessoas, mas já atuou por mais de 15 anos na área. É formada em psicologia e pós-graduada em administração de empresas.

INTERNET NO TRABALHO: VILÃ OU HEROÍNA?

CARREIRA · 15.04.10 17:57

O acesso à rede facilita muitas atividades profissionais, mas também oferece um leque de distrações que podem tirar o profissional do foco durante o trabalho


carreira01_.jpgTrocas de centenas de e-mails, busca e publicação de informações fazem parte da rotina de diversos profissionais. Para as gerações mais novas é difícil imaginar o trabalho há 20 anos, quando a internet ainda não era tão popular e acessível. Não há como negar que a rede trouxe facilidades para todos os ambientes de trabalho, porém, tanto empregadores quanto funcionários sabem que um computador com acesso à internet é também a porta de entrada para um mundo não relacionado às atividades profissionais. E agora, a internet  é mais vilã ou mais heroína no mundo profissional?

"A internet proporciona conhecimento, velocidade e qualidade de comunicação, otimização de tempo, dentre uma infinidade de benefícios", diz Bernt Entschev, headhunter e presidente da Bernt Entschev Human Capital. Com a internet, as pessoas tem acesso a uma quantidade de informações inimaginável há alguns anos, o que afeta de maneira direta o desempenho durante o trabalho. Entschev esclarece: "Um profissional que consegue ter, em um clique, todas as informações que precisa para desempenhar seu trabalho, consegue com maior facilidade executá-lo e entregá-lo com melhor qualidade".

Além disso, a web promove o "ócio criativo". Isso significa que nos momentos mais estressantes do dia a internet é a ferramenta ideal para arejar o cérebro, buscando informações variadas do mundo. "À medida que quebramos nossa concentração para ter contato com algo completamente à parte, ao voltarmos a nos concentrar, retornamos com outra disposição e outras ideias, muitas vezes melhores do que as anteriores", explica o headhunter.

Todos estes benefícios dependem da utilização adequada da internet. "O uso para fins pessoais de qualquer ferramenta de trabalho é inadequado", afirma Entschev. Para ele, o que atrapalha a produtividade dos profissionais é a dificuldade em separar o profissional do pessoal dentro da rede, principalmente nos sites de relacionamento. "A melhor forma de combater isso, acredito, é limitar o uso desses sites, deixando horários específicos, como o horário do almoço", sugere.

Para os profissionais a dica é utilizar os sites de relacionamento, ferramentas de conversação instantânea e sites de variedades somente se eles fizerem alguma diferença no resultado do trabalho.

 

Bernt Entschev é Headhunter e Presidente da De Bernt Entschev Human Capital. Há 25 anos na área de executive search, é colunista da Gazeta do Povo, Correio do Povo e do La Nación, além de comentarista de Recursos Humanos do telejornal Bom dia Paraná (RPC/Globo) e das Rádios CNB e 91 Rock.

A HORA DE EMPREENDER

CARREIRA · 10.03.10 12:12

Dizem que para a produção de um bom filme, basta ter uma câmera na mão e uma idéia na cabeça. Começar um novo empreendimento seria tão simples assim?


carreira01.jpgE se fosse, será que a maioria das pessoas não gostaria de ter o seu próprio negócio?

Os dados levantados pela mais recente pesquisa do GEM (Global Entrepreneurship Monitor) indicam que muitos brasileiros optam por enfrentar o desafio. São cerca de 14,7 milhões de novos empreendedores, colocando o país como 13a no ranking mundial de empreendedorismo.

Os números servem como incentivo aos que sonham com o próprio negócio. Segundo Simone Turra, psicóloga especializada em recursos humanos, os futuros empreendedores precisam "analisar a situação em que se encontram e identificar e aproveitar a oportunidade quando esta surge". Simone dá dicas para quem está pensando em empreender:

Reservas financeiras: é preciso capital para garantir a infraestrutura necessária e começar a desenvolver suas atividades. Lembre que nenhum empreendimento gera lucros para o investidor logo no início.

Domínio do negócio a ser desenvolvido: conhecer a área em que você vai atuar e o tipo de empreendimento que vai abrir é essencial para iniciar a empreitada. "Além de garantir um nível de confiança, isso faz com que a motivação seja bastante elevada, assim como a capacidade de transformar a energia no resultado programado", afirma a psicóloga.

Perfil empreendedor: empreendedores apresentam características similares no que diz respeito a suas atitudes. "O que realmente determina um empreendedor é sua capacidade de correr riscos, de ser ousado, focado em resultados e de estimular as pessoas", explica Simone.

Mercado: todos sabem que uma crise não é, em geral, um momento propício para investir num novo negócio. Estar atento ao mercado e saber avaliá-lo vai além disso. Saber reconhecer oportunidades mesmo em momentos de recessão econômica, compreender tendências e como elas afetam o segmento pretendido por você.

Se você possui características, capital e conhecimentos necessários, talvez esteja quase pronto para começar o seu negócio. Não esqueça de fazer um bom planejamento. Depois, mãos à obra!

 

Simone Turra é psicóloga especializada em Psicologia Clínica e Recursos Humanos. Trabalha há 16 anos com Executive Search, Treinamento, Desenvolvimento, Aconselhamento de Carreira, Assessment e Outplacement para executivos. É também professora universitária e comentarista de rádio e tevê em editorias de carreira.

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